quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A tal da desgraça alheia _da edição Memórias da Aviação

Todos nós aprendemos o quanto é feio e desnecessário rir da desgraça alheia. Grandes traumas podem ser provocados por pequenos, porém dispensáveis, gestos. Mas convenhamos, fracos seres humanos que somos, identificamos de longe pessoas que clamam por platéias e risos. Pedem ao menos uns 5 minutos de atenção – gastos nessa leitura.
Certo dia um jovem, que trabalha na aviação, sofreu um acidente inusitado com o avião ainda em solo – sorte a dele. Ele não percebeu que, com as portas já abertas, ainda não estava acoplada a escada de desembarque da aeronave. Em um ímpeto de liberdade, na ânsia por um pouco de ar fresco, o pobre despencou porta afora, de uma altura de aproximadamente 3 metros. Como consequência teve apenas algumas fraturas leves, o suficiente para mantê-lo afastado dos vôos por algum tempo.
Quando voltou já havia se tornado, indiscutivelmente, um personagem dos ares. Há muito tempo sua história já estava passando pela ‘boca do povo’, o que dispertava variados tipos de comentário por qualquer aeroporto que passasse.
Já nos primeiros dias de vôo após o seu retorno, ele encontrou ao acaso um velho amigo, este faria parte da tripulação do vôo que estava assumindo. Conversa vai, conversa vem, e o nosso protagonista resolveu enfim explicar o que exatamente havia acontecido naquele dia infeliz. Pois bom artista que era, não se contentou apenas em uma narrativa monótona e sem vida, quis também encenar o seu feito.
Foi assim que sua maior façanha se realizou, aquela que fez seu nome ficar gravado eternamente na memória da população aeronauta. Ele caiu denovo. Tão empolgado que estava mostrando ao seu colega como tinha caído, mais uma vez se deparou com a porta da aeronave aberta sem nenhuma escada ou apoio. Simplesmente, caiu!
O único comentário que tenho a fazer a respeito – além da exposição pura dos fatos – é: “Errar é humano, repetir o erro é burrice!”. Autor desconhecido. Fonte: minha sábia mãe.
Entendo que essa tenho sido uma desgraça, mas não é um bom exemplo daquela risada inevitável? ...E aproveitando ao gancho dos ditos populares: “Tem que rir, pra não chorar”.

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