domingo, 25 de julho de 2010

Coisas de irmã mais velha

Lembro-me como se fosse ontem os meus dias de filha única, nos quais eu implorava aos meus pais que me dessem uma irmãzinha. Aos meus nove anos de idade a irmãzinha chegou, e eu não sabia o que me aguardava. Parece que ela nasceu com uma personalidade formada e, com uma missão na vida: testar a minha paciência. A brincadeira predileta dela era decapitar as Barbies da minha coleção.
Teve um dia em que eu estava tentando ensiná-la a falar a palavra “xixi”, pra ela pedir pra ir ao banheiro e evitarmos aquele totalmente indesejável trabalho de trocar as fraldas. Minha mãe, acompanhando ao insucesso das minhas tentativas, entrou na conversa me explicando que ainda era muito cedo pra ela pronunciar palavras com esse tipo de consoantes, que exigem uma articulação maior da língua. Pois bastou ouvir isso pra minha irmã abrir aquele sorriso mostrando os dois ou três dentes visíveis que tinha na época e falar pra quem quisesse ouvir: “Xixi!”.
Os anos se passaram e, apesar dos quase 10 anos de diferença que nos separam, ela me desbancou na técnica de elaborar as melhores respostas e se sair bem na maioria das discussões. Enquanto eu me aperfeiçoei na técnica de junto dela passar pelos piores micos da minha vida.
Minha mãe é confeiteira e ainda mora na minha cidade natal, junto com a minha irmã. Em certo feriado que fui passar na casa delas, minha mãe pediu pra eu fazer uma entrega de doces sob encomenda que sua cliente estava esperando e, pediu à minha irmã, que conhece melhor a cidade do que eu, pra me acompanhar e mostrar a casa na qual eu deveria fazer a entrega.
Chegando na casa, minha irmã falou que se lembrava de já ter acompanhado minha mãe a este lugar, e falou que a mulher que vivia ali sofria de uma leve deficiência auditiva. “Meio surda”, nas palavras dela. Eu bati à porta e uma mulher me atendeu. Querendo evitar o constrangimento de falar baixo demais pra uma pessoa com dificuldade auditiva me entender, eu enchi meus pulmões e bradei o mais alto e pausadamente que pude: “Oi! As bolachas da sua encomenda!”. A mulher me olhou de cima a baixo, de boca aberta, com uma expressão que não sei se defino melhor como assustada ou indignada, pegou o pacote e entrou na casa sem dizer uma palavra. Ao fechar a porta, minha irmã fala sem mudar sua feição ou se dar ao trabalho de olhar pra mim: “Não é essa a mulher surda.”. Fiquei ali, morrendo de vergonha, totalmente constrangida esperando a cliente voltar com o pagamento. Quando ela me entregou o dinheiro, agradeci e desejei um bom dia – falando como uma pessoa normal – e fui embora. Ela nem respondeu.
Não sei se realmente existia uma pessoa com dificuldade auditiva naquela casa, mas que a minha irmã riu muito às minhas custas por causa desse episódio, isso eu mesma pude constatar.
Hoje, com 12 anos, já não posso chamar minha irmã de “maninha”, já que ela está com mais de 1,75m de altura e se tornou uma moça linda. Mas tenho certeza de que a missão dela nessa vida não acabou e aparentemente ela vai continuar trabalhando nisso por muitos e muitos anos. Te amo mana.

17 comentários:

  1. haeuaehuha a diane sempre fazendo fiasco :P e agora escritora aheuahe linda a história =)

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  2. Pra variar as patetabanzomaior fazendo fiasco por ai ne.Eu nunca tive duvidas que a Nadine ia passar a perna na Di.Ahahhahahahah.Beijao pra vcs suas praga

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  3. ahsuhsahs...tinha que ser tu escrevendo essas coisas de irmã mais velha...sempre com todo aquele ânimo pra escrever e divertir quem lê..heheh

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  4. Migaaaaaaaaaaaa
    me emocionei! hehe
    coisa linda essa história da futura grande famosa escritora q tu será.
    SEmpre com as suas aventuras, e ainda mais se é pra falar de irmã mais nova! hahahaha
    e Ná é uma GRANDE menina,como tu.
    Amo muitooo.. e lindo lindo. Quero mais dessas histórias q me divirto sempre contigo.

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  5. hahah é Dí histórias, fiasquinhos da Dí, hehehe
    imagina o susto da pobre senhora, tranquila em casa quando uma alemõa com um balde de biscoito aparece aos berros..Vc é uma figura mesmo!! bejooo

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  6. Eu ganhei uma irmãzinha primeiro! E a Di morria de ciúmes porque ela não tinha e não gostava quando eu não deixava a lari brincar junto! Mas não demorou muito e ela ganhou uma também! No´início foi uma maravilha. Era Ná aqui Nadine acolá... e um tempo depois era "ãih essa Nadine que pega minhas coisas" "essa Nadine que usa meu Monange" hahhahahhaha! Lembro e nunca esquecerei! Amo vcs

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  7. MONANGE eh pra acabar com a amizade! hahahaha
    Obrigada a todos os meus leitores amados!!! Muito em breve farei mais posts! Como eu costumo dizer, a Nadine é o Marley da minha vida, sempre tem mais o que escrever sobre ela.. hehehe

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  8. que historia eh esta de XIXI ???
    huahauhauahaua
    di parabenssss, mew acho q vai surgir uma vaga no diario de pirituba, dai eu indico vc... eh um jornal de renome irternacional... e malandra que vc eh, vai se dar muito bem! hauahuahauaaa
    bjuuuuu

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  9. Ounn!! *.*
    Que lindddaaa história Dii!

    Lembrei-me com o coração apertado dos momentos da minha infancia que passei com a minha irmã. Que falta esses tempos me fazem.

    Seu blog esta INCRÍVELL!! Uma ótima opção de entretenimento.

    PARABÉNS!!

    Que Deus te abençõe.

    Beijinhos.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Parabéns amiiiga :D mto mto mto bomm!
    Será que algum dia vou ter o prazer de ler as nossas aventurasss por aqui??? hahaha
    Que elas originam um livro isso eu tnho certezaa :D
    Muita Muita Muita saudadee
    amoo vc

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  12. aain que legal dii
    mematorindoaqui :P
    ameei lê as históriiia
    beem tri teu blog
    muitomassamesmo. BJOOO

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  13. Amiga de fronteiraaa!!

    Deixa eu falar...uuuuuuiiiiiiii de bommmm essas tuas histórias hehe...

    conta maissssss

    Bjoooo Arii

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  14. hauhuahuauhUHAUHHUAH
    Eu queria te visto essa cena... e principalmente a cara da Di achando que tava agradando a "velha surda" ahuHUAahuAHUAhuAHUAhu

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  15. husiahushuai
    Já conhecia essa história :P
    Muito divertida!!
    Quero ver aí algum "conto" da kob. hehe
    boa sorte com o blog! Bjooo Ricardo

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  16. ISOAISOASIOA euri, a nah sempre aprontando meesmo. adoreei o texto, parabéns :P

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